Os primeiros projetos de I&D de instituições portuguesas selecionados no âmbito da "Iniciativa Ibérica de Investigação e Inovação Biomédica, i4b" da Fundação "la Caixa" e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para estimular conjuntamente projetos de investigação de excelência e com impacto social no âmbito da biomedicina e da saúde, serão apresentados esta quarta-feira, 25 de julho, às 11h30, no Pavilhão do Conhecimento, Lisboa.

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e o Presidente Honorário do BPI e curador da Fundação "la Caixa", Artur Santos Silva, participam na sessão acompanhados pelo presidente do Conselho Diretivo da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Paulo Ferrão, e pelo Diretor Corporativo de Investigação e Estratégia da Fundação "la Caixa", Ángel Font.

Neste primeiro concurso de 2018 foram selecionados oito projetos propostos por investigadores de instituições portuguesas através de um concurso aberto e competitivo em que participaram 256 avaliadores internacionais, cobrindo um amplo espectro de disciplinas, incluindo a análise da base neurológica da depressão para obter novas terapias, novos tratamentos para erradicar a malária e novos tratamentos para a insuficiência cardíaca. O total da dotação destinada a apoiar estes projetos é de cerca de cinco milhões de euros.

O objetivo da "Iniciativa Ibérica de Investigação e Inovação Biomédica, i4b", da Fundação "la Caixa" e da FCT, é fomentar a atividade de investigação e desenvolvimento em biomedicina e saúde desenvolvida em centros nacionais em colaboração com outros centros internacionais, tendo ainda como objetivo estimular a translação do conhecimento gerado para a saúde e contribuir para o bem-estar das pessoas.

Com mais de um século de história, a Fundação "la Caixa" é uma das mais relevantes a nível internacional. Com o arranque do novo concurso na área da saúde, a Fundação "la Caixa" contribui com um mínimo de 12 milhões de euros anuais em Espanha e Portugal, o que a coloca como a primeira entidade privada em volume de investimento em investigação de excelência na área da saúde em Espanha e uma das primeiras na Europa.

A "Iniciativa Ibérica de Investigação e Inovação Biomédica, i4b" foi lançada a 15 de fevereiro de 2018 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), representado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e a Fundação La Caixa através de um Protocolo de Cooperação Científica e Tecnológica assinado no âmbito do Programa "Go Portugal – Global Science and Technology Partnerships Portugal", promovido pelo MCTES através da FCT. No âmbito desse acordo, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia compromete-se a igualar o investimento que a Fundação "la Caixa" destine a projetos de investigação selecionados em Portugal no âmbito do concurso anual que promove em Espanha e Portugal.

 

Concurso com elevada participação e propostas de alto nível

A este primeiro concurso de 2018 candidataram-se um total de 785 projetos (167 de Portugal) e foram selecionados 20 projetos de Espanha e Portugal. A elevada participação no concurso demonstra a necessidade de dar resposta a iniciativas de excelência e potenciar e garantir o êxito de projetos na luta contra as doenças que têm mais impacto no mundo, como as cardiovasculares, neurológicas, infeciosas e oncológicas, para além dos projetos destinados a tecnologias biomédicas.

De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde, as doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte em todo o mundo, seguidas das oncológicas. As doenças infeciosas são a causa de uma em cada três mortes no mundo e constituem um importante problema de saúde pública e global. Em relação às doenças neuro degenerativas, 47 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de demência.

Os projetos de investigação selecionados no âmbito do concurso de saúde são liderados por investigadores de Universidades, Hospitais e centros de investigação sem fins lucrativos que desenvolvem a sua atividade em Portugal e Espanha. Os projetos selecionados serão executados num prazo de três anos.

 

Concurso aberto, transparente e competitivo com mais de 250 avaliadores

O procedimento levado a cabo no processo de seleção permitiu escolher os projetos de excelência científica e com maior potencial e impacto social, seja no campo da investigação básica, clínica ou translacional, mediante um processo que cumpre os parâmetros mais exigentes de qualidade, imparcialidade, objetividade e transparência.

Numa primeira fase os projetos foram avaliados de forma remota, através da revisão por pares, na qual participaram 256 peritos de reconhecido prestígio internacional, especializados em cada uma das áreas de investigação: doenças cardiovasculares, doenças infeciosas, neurociências, oncologia e áreas de apoio às ciências biomédicas.

Com as notas obtidas na primeira fase foi elaborado um ranking por cada área temática, tendo sido selecionado um total de 77 propostas para a segunda fase de avaliação. Esta consistiu numa série de entrevistas aos investigadores, realizadas por cinco painéis, um por área temática, constituídos por 36 peritos.

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